Silence

Is knocking at the door

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It’s not forever if it’s not with you

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It’s easy to fall in love, to yearn and lust for someone so much it hurts, when you haven’t seen the dark side of the object of our desire, the flaws, the ugliness, the lies, the emptiness and sadness. It’s easy to fall in love with a blank canvas. What is not easy is to stay in love. What is really hard and sometimes hurts – though filled with a strange beauty – is falling in love with someone, over and over again, wanting them more everyday, even after having gone to hell and back with them, for them and because of them. There is far more beauty and depth in imperfection than in perfection. There is more truth in dark times, when souls are bare and all secrets exposed. It’s easy to get reeled in by immediate attraction, desire, longing for more and better. But better never comes. It’s when you can still see the stars in his eyes after the dust settles, when you still reach for his hands at night, after a fight, when your heart still races just before he kiss you, even after an exhausting day, if his hugs are still and forever will be the best place to be, if you still love them after the world has tried to get crush you both, you’ll know it’s love and that it’s forever. There is no amount of lust that can compare to that.

I will him your forever and then after that. Simply because there is no forever if it’s not with him.

Lucidez e dormência (Out2010)

Uma senhora, talvez nos seus 40 e poucos anos, apesar de aparentar muito mais, balança a cabeça. O seu olhar vago, olhos verdes, mas mortiços, perdidos algures no nada, contemplam pessoas que passam e a televisão que está ligada e passa um filme cómico sobre um porco. Por instantes, os nossos olhares cruzam-se. Senti-me invadida por um sentimento de culpa e de alívio ao mesmo tempo. Culpa por estar a observar, sem pudor, esta mulher que provavelmente se esqueceu de quem é. Alívio por não estar com ela, pelo menos ainda não. Penso como é fácil passarmos para o “outro lado”. Pergunto-me o que haverá do outro lado. Será mais fácil de tolerar? Será menos doloroso? Estar numa dormência constante, olhar postos em nada… será melhor do que estar lúcido? Em que pensará ela? Saberá que a observo? Certamente não imagina que, neste preciso momento em que bebo o meu café, escrevo sobre ela, e  que outras pessoas irão ler sobre ela. Esta mulher, que apesar de jovem, há muito perdeu o brilho da juventude. Há muito desistiu de ser. Quem teria sido? Talvez tivesse sido uma mulher alegre, cheia de planos, amada, talvez em tempos tivesse sido muito feliz.  Ou talvez não. Mas houve um momento e em deixou de existir, em que desistiu.

Apavora-me a maleabilidade, a vulnerabilidade da nossa mente.

Cavaleiro Andante (Nov2010)

Conheci um rapaz que sonhava desenhar. Desenhar muito e mostrar ao mundo o universo que tinha descoberto. Este rapaz ensinou-me muitas coisas. Ensinou-me a prestar atenção aos pequenos detalhes, aqueles que passam despercebidos para a maior parte de nós. Este rapaz conseguia ver todos os pormenores e a cada um dar-lhe vida e propósito. Gostava de partilhar comigo e com os outros o que sabia, coisas que lera, histórias fantásticas, epopeias, heróis, aventuras e amores.  O sonho dele era desenhar sobre estas coisas e outras, mostrar ao mundo estas histórias fantásticas e tudo o que a sua imaginação produzia. Apaixonei-me por este rapaz, de olhos verdes, curiosos e vivos. Apaixonei-me pelo seu sorriso aberto, verdadeiro, puro, transparente. Apaixonei-me pelos seus sonhos, pelas histórias que me contava, pela suavidade dos seus movimentos. Sim, apaixonei-me, irremediavelmente, como nos contos fantásticos quando a menina se apaixona pelo herói. Entrei no seu mundo e nele vivemos momentos únicos, preciosos, momentos só nossos. Este rapaz acreditava que a vida era como uma estrelinha que tínhamos de polir sempre, para nunca nos esquecermos de quem somos, para onde vamos. Ele ensinou-me que nunca deveríamos esquecer a estrelinha, e nunca deixar de a polir, para que ela esteja sempre brilhante e nos guie.

Queria dizer a este rapaz que, apesar de não parecer, sempre estive atenta, sempre o admirei. Sonhei com ele, muitas vezes em segredo. Queria dizer a este rapaz que seguro ainda estrelinha na minha mão, com toda a minha força para que ela me guie e nunca deixe de brilhar. E é ela que não me deixa esquecer quem eu fui, em quem me tornei e o que poderei ser. Queria dizer-lhe que não dia que passe que não me lembre das coisas que me ensinou. Não há dia que passe que não me lembro o quanto o amo e sempre amarei. Sei disso porque quando penso no futuro, quando penso na nossa história, vejo-o lá, o meu cavaleiro andante. Quando me sinto triste, é ele que quero procurar. Quando estou feliz é com ele que quero partilhar a felicidade. Porque ele é o meu lar, é a minha família. Ele é a minha estrela. E mesmo que tenha partido, a história dele é a minha. O meu coração, dele.

Esquecer

Tentar esquecer alguém que se ama é como tentar deixar de respirar. Como se deixa de respirar, sem se morrer? Não é que se queira morrer, mas deixar de amar alguém é o mesmo que deixar de respirar. Só acontece quando se morre. Não se controla, existe para além da nossa vontade.

Não quero amar-te, mas amo. Quero esquecer-te, remeter-te para o buraco negro mais profundo, mas continuo a respirar. Não quero deixar de respirar, continuarei a amar-te. Hoje, amanhã e sempre. Enquanto respirar.

Não

Não

Não te admito

Não tens o direito

de fugir…não agora que sou um todo

Desfizeste-me em mil pedaços para os voltares a juntar

tornando-me mais do que perfeita

Não tens o direito

de me voltar a despedaçar em mil bocados

Não sei se me consigo reconstruir